domingo, 8 de janeiro de 2012

O Papa Urbano VII

João Baptista Castagna estudou em Bolonha devido ao apoio dado pelos seus dois tios cardeais. Foi nomeado bispo de Rossano, contudo não residia na sua diocese e é possível que apenas tenha aceite este cargo para subir na sua carreira eclesiástica.
Participou activamente na fase final do concílio de Trento defendendo sempre as a Santa Sé.
Residiu em Madrid desde o final de 1565, onde interveio no processo Carranza. Neste processo conseguiu enviar o arcebispo para Roma depois de este ser acusado. Defendia que ninguém, por mais que achasse o arcebispo inocente, iria defendê-lo uma vez que essa atitude era uma contradição à inquisição.
Após sete anos em Espanha foi nomeado por Gregório XIII núncio de Veneza e aí teve de lidar com novos problemas. No ano de 1583 foi nomeado Cardeal, tomou parte no conclave dois anos mais tarde, contudo continuou em Bolonha pois não confiava em Sisto V.
No ano de 1590 foi eleito papa. Desde de cedo mostrou-se disposto a marcar um novo rumo para a Igreja Católica. Queria direccionar a Igreja para outra era. Defendia que os grandes cargos eclesiásticos deviam ser ocupados por membros com uma longa carreira clerical e não por membros de grandes famílias, que apenas tinham o objectivo de ganhar fortuna e fama.
Urbano VII atenuou a carga fiscal e tornou-se generoso e humilde doando toda a sua fortuna logo após ser eleito. Estas medidas tornaram-no popular e querido entre os mais pobres e necessitados. O seu pontificado foi dos mais curtos de sempre. Morreu treze dias após a sua nomeação, vítima de malária.
Sucedeu-lhe Gregório XIV.

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