O terceiro estado era constituído pela esmagadora maioria da população portuguesa e dividia-se entre os homens bons e o povo. Os homens bons eram os habitantes que dominavam as câmaras e formavam a elite do comércio. Os outros membros do povo eram lavradores, criados e gente dos ofícios. Apesar disto havia ainda habitantes mais pobres. Estes eram considerados gente baixa, e neste grupo estavam ingressados os escravos e os não trabalhadores.
Nas zonas rurais haviam dois grandes grupos: os proprietários e os agricultores não proprietários. As distinções eram evidentes e dependiam da região do país. No norte mais de metade dos agricultores tinham pequenos terrenos de que eram proprietários, contudo no sul apenas uma minoria tinha terrenos e estes eram de grandes dimensões (latifúndios).
No norte do país a população rural participava, para além da agricultura, nas actividades artesanais e em alguns casos nas actividades manufactureiras.
Nas vilas o terceiro estado estava dividido e hierarquizado. No topo encontravam-se os importantes burgueses que controlavam o sistema municipal, abaixo estavam os pequenos burgueses como artesãos, ou lojistas que tinham também participação nos concelhos municipais devido a constituição de corporações (mais visível nas grandes cidades) e por último estavam os que trabalhavam para outros, sem qualquer representação no concelho municipal.
Nos grandes centros urbanos os habitantes pertencentes ao terceiro estado encontravam-se divididos em dois. Os que tinham um ofício e os que se juntavam em corporações com objectivo de terem uma voz mais activa na sociedade.
Sem comentários:
Enviar um comentário